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Além do Óbvio e Ululante que Pulula Mentes Humanas Ligações Perigosas Segunda-feira, 6 da manhã - Psiuu, acorda, me leva pra casa. Já tá de manhã. - Ahñ, casa?, garota são seis da matina, eu tô dormindo, se vira. - Como assim se vira? Você não vai me levar pra casa? - Já disse que não, ninguém te obrigou a vir aqui, só porque trepamos a noite inteira tenho que te levar em casa?, sai dessa. Ali na minha calça tem dinheiro, pega e toma um táxi no ponto aqui em frente e pode só bater a porta que ela tranca sozinha, agora me deixa dormir. - Seu babaca, filho da puta. - enquanto falava isso Michele saiu batendo a porta do apartamento. 8 da manhã Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Caralho, cadê essa porra de telefone, aqui. - Alô. - Alô, aqui é a Carla, estou ligando para avisar que a consulta do Sr. Natanael é às 8:30, ele já está aqui e o senhor ainda não chegou. - Consulta?? Que consulta?? Ahammm, Carlinha fala pra esse Natanael que eu não vou poder atender hoje, aliás cancela todos os pacientes de hoje, melhor ainda da semana inteira e tira ela de folga. - Mas,mas,o que eu falo pros pacientes? - Ah, sei lá inventa qualquer coisa, diz que eu viajei, morri, sei lá se vira, é pra isso que você é paga e agora me deixa dormir que eu tô com sono. 11 da manhã Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Puta que pariu, de novo essa droga. - ALÔ!!!!! - Amor, sou eu a Paula, liguei lá no consultório e a Carla disse que você mandou ela tirara a semana de folga, você tá bem? - Tô ótimo. - Você tem certeza? Não quer que eu vá até aí? - Não, não quero, só quero que parem de ligar e me deixem dormir, será que dá? - Porque você tá nervoso assim? Você não que me encontrar pra almoçar, nós podemos discutir o casamento, a festa, afinal é daqui 20 dias. - Não quero almoçar com você, aliás não temos nada pra discutir não tem casamento, nem festa, pra ser sincero passei a noite fodendo com a sua irmã e ela é muito mais gostosa que você, agora vou dormir, tchau. Tu-tu-tu-tu. 3 da tarde Triiiim, Triiiiim, Triiiiiim! - Ahhhnn, alô. - Fala maninho, tava dormindo? - Oi mano tava sim, mas ainda bem que você ligou já tava na minha hora. - Que bom, tô ligando pra agradecer por você ter me emprestado seu apê aqui na praia pra eu passar essa noite, não ia dar pra pegar estrada de madrugada depois de um dia todo de simpósio. - Nem precisa mano, você sabe que sempre que precisar é só ir, aliás já fica com as chaves afinal só volto da Itália daqui a 1 ano. - É mesmo seu vôo é hoje não é? - É sim, daqui a duas horas e meia. - E você já tá com tudo pronto? - Já, só falta tomar um banho, ainda bem que você me deixou ficar no seu apartamento, assim economizo no tempo e pude dormir bastante. - Que bom, falando nisso, você avisou no consultório que eu não ia hoje. - Claro. - Legal e alguém me ligou? - Não, ninguém ligou. - Ninguém? - Ninguém. - Tudo bem, então, bem maninho, boa viagem, deixa a chave com o porteiro, pena que você não vai ficar pro meu casório. - É pena mesmo, mas são coisas da vida, bem vou indo, ciao bello, até daqui 1 ano. 8 da noite - Finalmente em casa, agora é tomar um banho, comer um sanduba e dormir. Opa , quem deixou um bilhete na geladeira? "Fala maninho, Espero que tenha chegado bem de viagem, procurando uma revista no seu armário pra ler no aeroporto, encontrei a minha coleção de revistas do Aranha que tinham sumido da casa da mamãe, levei-as comigo, espero que não se importe. Aproveitando, valeu pelo apê, falando nisso eu levei tua cunhada pra cama, o garota gostosa, um furacão na cama, me deixou pregado, aliás se eu fosse você investia nela, até porque sua noiva ligou e eu contei pra ela, só que ela pensou que falava com você. Também dei folga de uma semana pra Carla e cancelei seus compromissos, fica como pagamento pelo "empréstimo" das revistas e da grana que tinha guardada no meio delas. Abrações, do seu irmão Gui." Ps.: A partir de hoje, estarei em novo endereço: Por Trás da Insofismável Psiquê Humana, espero que quem visitava aqui, vá até lá. Escrito por Dark às 13h50 [ ] [ envie esta mensagem ] Manias Eu fui convocado, não não foi pelo exército, não invadirei morro algum do Rio de Janeiro, fui convocado pela minha amiga Raquel a revelar manias minhas que me diferem do resto da humanidade ou não. "Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue." Então mãos a obra: 1- Eu converso sozinho, mas não é um bate papo simples eu e meu eu interior e sim uma verdadeira reunião com 3 ou 4 pessoas ao mesmo tempo, com opiniões diversas e tudo, o único detalhe é que faço isso na rua, em casa, quando percebo já estou numa conferência sem ter ninguém por perto. 2- Quando preciso fazer um trabalho de digitação longo em casa ou no trabalho, primeiro de tudo ponho o teclado no colo, fico praticamente de costas pro monitor, ligo o som no cd mais pauleira que eu tiver e no volume máximo e se for em casa ainda deixo a tv ligada no Cartoon pra assistir os desenhos. 3- Eu não tomo um café da manhã considerado normal, independente da hora que acordo meu café se baseia em um copo de toddy pra abrir o apetite, depois ele é composto de duas coxinhas de frango com catupiry e meio litro de mate gelado, ou de um x-bacon com fanta uva e sorvete. 4- Sou viciado em doce, não consigo ficar mais do que uma hora sem comer algo doce, não importa se é um simples dadinho ou uma barra enorme de chocolate eu preciso de doce pra viver especialmente antes de dormir e quando em casa não tem nenhum doce por perto eu pego um copo, daqueles de requeijão, encho quase até a metade de açúcar, completo com água gelada, mexo tudo e bebo, só aí fico feliz. 5- Eu leio tudo que passa pela minha frente desde bula de remédio a livros de anatomia, além de leros mesmos livros e gibis duas, três, até dez vezes no período de uma semana depois de comprados e torna lê-los novamente a cada mês, também leio por cima dos ombros dos outros no metrô e fico puto quandoa pessoa vira a página sem que eu consiga terminar de le-la ou de descobrir qual era o livro ou revista. É isso, agora os convocados, pôxa só consegui 3:
Escrito por Dark às 12h27 [ ] [ envie esta mensagem ] Coisas da vida Gabriel aceitou o convite, iria passar uns dias em um sítio de parentes, curtiria assim umas merecidas férias do corrido dia-a-dia. Foi durante essas férias que conheceu Dalila, ela era amiga de seus primos, Gabriel e Dalila se deram bem logo de cara, na verdade tinham um senso de humor parecido, provocavam-se o tempo inteiro, porém sempre como uma forma de dar risada, foi assim que conviveram durante 15 dias, porém no meio da turma percebera que alguém os olhava diferente, era Saulo. Saulo e Dalila eram noivos a algum tempo, e ele também era amigo dos primos e do próprio Gabriel, apesar de boa gente Saulo tinha o pavio curto, juntando a isso o fato de beber, ou melhor de absorver, como uma verdadeira esponja, era alguém que na maioria das vezes causava confusão e embaraços para si e para os outros. Sabendo disso Gabriel não mexia muito com ele, as reações do rapaz ninguém podia prever e era melhor evitar brigas, tendo isso em mente ficou com o pé atrás quando percebeu os olhares do outro quando Dalila vinha brincar com ele, espantou-se mais ainda quando numa conversa boba teve a impressão que a garota lhe dava uma atenção diferente com o passar dos dias, afastou aquele pensamento da cabeça, afinal eles já estavam noivos há muito tempo e o casamento marcado para dali dois meses. Mas por mais que tentasse, Gabriel ficara com a sensação que Dalila estava lhe dando bola e isso piorou quando pegou uma conversa dela com outras moças de que estava farta do comportamento infantil de Saulo e que queria acabar com o noivado, será que era ele Gabriel o culpado por isso? Não, não devia ser isso, provavelmente escutara mal, bem as férias tinham acabado e iria voltar naquele dia mesmo para casa, nada demais poderia acontecer. Só que de volta a rotina do trabalho Gabriel se pegou pensando em Dalila, no sorriso, no olhar, depois de muito tempo ele se apaixonara de novo, mas ainda não conseguia acreditar nisso, resolveu ligar para Dalila e convidou-a para sair, ela aceitou, foram ao cinema e depois ficaram conversando horas sobre a vida, ela contava que tinha dúvidas sobre o casamento, talvez já não amasse o noivo tanto quanto antes, mas queria dar uma chance a eles, escutando isso Gabriel se retraiu por um instante, foi quando ela pegou em sua mão e disse que gostaria que Saulo fosse tão bem humorado e bonzinho como ele, o coração do rapaz disparou tinha a sensação de ver sua camiseta subir e descer no ritmo das batidas, queria beija-la ali mesmo, mas como ela mesmo disse era bonzinho demais pra isso, acabou aconselhando-a e se despediram em poucos dias se veriam no casamento e ela fazia questão de sua presença. Aqueles dias até o casamento foram angustiantes, tentava abafar o que sentia por Dalila de todas as formas possíveis, bebeu tudo que podia tentando afogar o sentimento, dormiu com uma garota linda do trabalho por quem ele sempre tivera uma queda, mas nada apagava aquele sorriso de sua mente. No dia do casamento pensou em não ir, mas o telefone tocou cedo e era ela dizendo que não o perdoaria se não aparecesse, na igreja quando o noivo veio cumprimentá-lo Gabriel sentiu o cheiro de bebida, mal começou o dia e o sujeito já tinha toma umas cervejas. Com a chegada do padre no altar todos se posicionaram, inicia-se a marcha nupcial, a noiva, linda como uma pintura, começa sua entrada, no meio do caminho entre ela e o altar, instigado por uma força que não compreendia, Gabriel se postou, disse que estava apaixonado por ela, pede que Dalila pense se realmente valeria a pena passar a vida com alguém a quem ela não tinha mais certeza de amar, do altar Saulo ameaça se manifestar, porém Gabriel com um olhar ameaçador manda que ele cale a boca e fique quieto no lugar, talvez tenha sido o susto ou a bebida, mas o rapaz fica estático sem conseguir concatenar uma idéia, um movimento sequer, enquanto isso todos esperam a resposta da moça, ela olhando nos olhos daquele moço maluco e bem humorado que conheceu diz: - Eu não posso fazer isso com ele, eu queria, mas não posso. - diz com lágrimas nos olhos. Meio que esperando essa resposta Gabriel sorri, a pega entre os braços e a beija, um beijo longo, suave, depois a soltando, começa a caminhar para a porta, mas antes, se vira e diz: - Afinal, eu não sou tão bonzinho assim. - Sorri e parte.
Escrito por Dark às 18h03 [ ] [ envie esta mensagem ] Ano novo Mudou o ano, reacendem-se as esperanças, muitas coisas se alteram, muitas continuam iguais, corações se partem e outros ressurgem como a fênix das cinzas, os sonhos se proliferam, as desilusões retornam, as pessoas se amam, se odeiam, se abraçam, se afastam como em todos os anos anteriores. Alguns se perguntam se algo realmente mudou, outros se perguntam como alguns não percebem a mudança, crianças tornam-se adultos, adultos revivem a infância, namoros começam, casamentos acabam, sorrisos são ganhos, beijos roubados, vontades passadas, choros perdidos, amores vividos, solidão encontrada, perdas sentidas. Os dias se sucedem, as emoções se encontram, as palavras certas fogem, os atos se auto-explicam, a distância aumenta, a dor passa, a amizade surge, os carinhos nos aconchegam, pessoas se aproximam, olhares nos hipnotizam, gritos são ignorados, provações superadas, traumas vencidos, corpos se entrelaçam, lábios se tocam e a vida prossegue cada vez mais igual, cada vez mais diferente. Escrito por Dark às 19h17 [ ] [ envie esta mensagem ] Doce Tempo - "Mais um por favor." Nem tinha dado 11 da manhã e Ronaldo já devorara dois x-maionese, partia para o terceiro e secava uma garrafa de dois litros de fanta uva, o chapeiro da padaria olhava espantado, não só pelo fato daquele rapaz de 17 anos comer com a voracidade de alguém que nunca tinha visto comida, mas mais pelo fato de acompanhando o ritmo do esfomiado ter uma garota loira, magrinha e que também já ia pro seu terceiro sanduíche. Ronaldo conhecera Ana Flávia a pouco tempo, ele tinha acabado de ser transferido de escola, enfrentava uma longa viagem de ônibus até o colégio novo e além disso não conhecera ninguém lá, no primeiro dia de aula, durante uma aula de Química recebera uma livrada, isso mesmo, do nada a pessoa que se sentava atrás dele tinha lhe batido com algo parecido com um livro na cabeça, quando o rapaz virou furioso, pronto pra xingar Deus e o mundo, as palavras ficaram presas na garganta, seus olhos não conseguiam se desviar daquela imensidão esverdeada e do sorriso maroto complementado pela voz doce que dizia: - Oi, eu sou a Ana Flávia, tudo bom? - Er..., hã, oi, oi, eu sou Ronaldo. - Respondeu o abobado, enquanto passava a mão onde tinha levado o golpe. - Desculpa pela cadernada, mas você tava tão concentrado e eu não sabia o seu nome, que só consegui pensar nisso pra te chamar. - E dizendo issso ela sorriu mais ainda e se dependesse desse sorriso poderia ter aberto a cachola dele com uma barra de ferro que ele não ia se importar, talvez até pedisse outra. - Ah, tudo bem, não foi nada, agora já nos conhecemos. - O coitado só faltava babar, tinha se apaixonado a primeira vista, ou melhor, a primeira cadernada. Para os olhos de Ronaldo naquela sala só existia Ana Flávia, esqueceu da aula e passou o resto do tempo virado pra trás conversando com a garota. A princípio se tornaram grandes amigos, andavam abraçados pelos corredores e pelo pátio do colégio, iam para o ponto de ônibus andando ora abraçados, ora de mãos dadas, quase 3 meses de aula, bagunça, lições copiadas, provas coladas de Geografia, telefonemas para pegar a matéria porque Ronaldo nunca anotava nada, e mesmo assim ele não tinha tido chance de saber se seria mais do que apenas um amigo. Foi quando em uma das saídas mais cedo depois das provas, os dois andavam com seu grupo de amigos, porém Ronaldo e Ana se abraçavam como sempre, que ele brincou: - Ana, o dia que você arranjar um namorado e ele nos vir saindo assim do colégio ou eu vou correr até em casa ou vou apanhar feito um louco. - E para a surpresa de todos e dele ela respondeu: - Hahahaha, só se você quiser bater em você mesmo. - Ronaldo não aguentou de felicidade, não conseguia acreditar no que tinha ouvido, abraçou Ana mais forte ainda e se pôs a girar pela calçada com ela em seus braços, os dois riam e quem via a cena ria mais ainda, quando pararam de girar ele beijou aqueles lábios desenhados, afundou seu rosto nos cachos loiros de Ana, pedindo que se fosse um sonho não acordasse, Ana por sua vez, abraçava-o com toda a sua força e quando pararam para restabelecer o fôlego, ela disse baixinho que se ele estava sonhando devia ser um sonho muito bom porque ele parou de andar e de ouvir o que ela falava. Foi quando Ronaldo percebeu que realmente estava sonhando, Ana Flávia só tinha rido de sua frase, tudo dali pra frente tinha sido fruto da sua imaginação, agora lá estava ele vermelho feito um pimentão tendo que encarar aquela garota com rostinho de anjo sapeca a olhá-lo. - Ei Ro, acorda, tá nas nuvens é? - Ahn, ah, é, tava viajando sim, vamos embora? - Vamos, aliás vamos de novo porque eu fui e você ficou aqui viajando. - Ops, é mesmo, desculpa. - Ronaldo respondeu sem graça. Chegando em casa, ele teve uma notícia que abalara seu mundo de novo, estavam de mudança, iria trocar de escola de novo e também de cidade, o garoto não podia acreditar, tudo num dia só, realmente devia ter ficado sonhando no meio da rua e agora o que faria, tinha pouco tempo, resolveu que se declararia para sua amiga, no mínimo elaz dá risada, eu me mudo e esquecemos isso. Foi pensando nisso que, no dia seguinte depois das provas, o que fazia com que os alunos saíssem mais cedo do colégio, Ronaldo convidara Ana para um suco, mazs de tão nervoso ele não conseguia parar de comer e parecendo que adivinhava o que passava Ana também comia no mesmo ritmo. Já contara que aquele era seu último dia na cidade, terminaram seus lanches e ele acompanhou-a até o ponto de ônibus, chegou a hora ele pensou, pegou as mãos dela entre as suas, olhou nos olhos, mas por timidez ou por tristeza, não conseguiu falar, apenas chorou, Ana abraçando-o também chorava, ficaram ali chorando abraçados por um longo tempo, depois cada um tomou seu caminho. 10 anos depois Ronaldo, andava pela Av. Paulista despreocupadamente em plena tarde de uma quarta-feira, resolveu dar o cano no trabalho, nunca fizera isso, mas andava triste e sem cabeça para aguentar a ladainha do dia-a-dia, enquanto tomava um sorvete e acompanhava o movimento esbarrou em uma moça que também andava distraída. - Desculpa. - Des... Rô, é você? - Er... Ana? Ana Flávia? - É, isso mesmo. Puxa você não mudou nada, a mesma cara. - Você também continua linda como sempre. -Obrigada. - Ronaldo e Ana sentaram em um barzinho e colocaram o papo em dia, ela agora era médica, estava naquele momento de encontro saindo do consultório, encerrara cedo o expediente, conversaram muito tempo, relembraram os bons momentos, até que ela disse: - Sabe que eu me apaixonei por você naquela época. - Eu também, mas tinha medo de não ser correspondido e perder sua amizade, ia falar naquele último encontro, mas não consegui. - Devíamos ter falado algo naquele dia, perdemos muito tempo, perdemos contato. - É verdade, mas será que estaríamos aqui hoje? - Não sei, talvez,acho que nunca saberemos. - Dizendo isso, Ana Flávia se levantou e partiu, não sem antes dar um beijo em Ronaldo aquele beijo esperado de 10 anos atrás, deixando o rapaz com um sorriso maroto e o coração levitando. ************************************************************************************ - Que lindo Vovô. - Então minha querida, foi assim que eu e sua Vó nos conhecemos, nos separamos, reencontramos e estamos juntos até hoje. - Ainda bem, senão eu não estaria aqui, né. - Letícia disse isso e riu. Olhando para sua neta rindo, Ronaldo via o rosto de Ana Flávia ainda moça e disse baixinho, em tom de suspiro: - Eu é que agradeço essa sorte todos os dias. - Sua esposa falecera 25 anos após aquele reencontro, mas tinham sido os melhores anos da vida dele. Escrito por Dark às 18h59 [ ] [ envie esta mensagem ] Um brinde de cynar! Salve o Corinthians, campeão dos campeões, eternamente dentro dos nossos corações.... Não, eu não surtei, não estou consumindo tóchicos, nem estou sendo ameaçado de morte, a frase acima é apenas uma homenagem a um senhor de 78 anos, dono de um bom humor incrível, de uma humildade tamanha, de uma simplicidade enorme, que eu tive o imenso prazer de conhecer a alguns anos e a grande sorte de ser adotado como seu neto há 4 anos, mesmo eu sendo são-paulino. Foi por causa dele que eu assisti a Copa de 98 torcendo pelo Brasil, só porque ele me convidou para assistir os jogos na casa dele e a sua alegria era tanta que fazia você querer torcer por aquele time, era com ele que eu passava horas escutando histórias antigas de futebol, ou sobre o bairro do Tremembé, depois que fui morar na mesma casa que ele, era meu parceiro de jogos na tv não importando os times em campo, era eu que as escondidas tomava uma cervejinha em sua companhia, foi com ele que passei uma ótima tarde jogando bilhar. Infelizmente, a partir de quinta passada nada disso mais vai ser possível, Vô Geraldo (não um vô de sangue, mas um de coração que me aceitou como neto sem pestanejar), se retirou desse jogo, nada mais de jogos na tv para nós, nada de escapadas para tomar um cynarzinho, nada de "ô menino", nem deu tempo de leva-lo para uma volta no meu carro, nem tempo de brincar com a derrota do seu Corinthians para o meu São Paulo no último 7 de setembro, não deu tempo de dizer tchau, nem de dar aquele abraço ou ver aquele sorriso maroto de quem tinha feito uma arte. Vô, um dia a gente se encontra de novo, quem sabe numa mesa de bar, junto com meu pai e meus avôs Ruy e Paschoal, para tomarmos um cynar e jogarmos mais umas partidas de bilhar. Enquanto isso, obrigado pelos papos, pela amizade, pela alegria e até lá. Abraços do menino Rodrigo. Escrito por Dark às 14h18 [ ] [ envie esta mensagem ] Tramas, suspiros e risos. Face os recentes acontecimentos envolvendo os altos dirigentes do nosso país, Além do Óbvio e Ululante em mais um incrível trabalho investigativo apurou novas denúncias que devem abalar os alicerces da nação, um escândalo de proporções épicas que chega às suas mãos graças ao brilhante trabalho de Danny Colt, agora vamos aos relatos de nosso investigador: "Há poucos dias, na esteira das denúncias ao Governo Lula, chegou a minha pessoa a notícia de que algo muito mais grave ocorre no país, um grande esquema de tráfico que envolve quadrilhas em Brasília e São Paulo com possíveis ligações com a Máfia Siciliana, visando o domínio das novas gerações e da capacidade econômica do país, o mais incrível é que este engendrado plano teve sua origem através de conversas pela internet, culminando em reuniões em clubes, bares e locais da mais alta insuspeitabilidade, diante de aterrador cenário, parti em busca de fatos que pudessem elucidar o que nos ameaça. Primeiramente em São Paulo, tentei descobrir como seria feita essa dominação juvenil, porém nada conseguia dos habituais informantes sobre o crime, nenhum deles tinha sido incluído, a operação era coisa de gente nova no pedaço, alguém que nunca tinha aparecido no mundo criminoso. Até que em uma lanchonete conhecida da zona norte da cidade, escutei a conversa sobre o envio de uma carga misteriosa para Brasília, com retorno imediato após a inclusão do componente quimico que lhe tornaria irresístivel, seguindo os três rapazes pela cidade, me encontrei próximo a um armazém insuspeito na zona oeste, o entra e sai de caixas e garotos e garotas, de roupas caras e gargalhar incessante me pareceu suspeito, aparentemente na existiam vigias no local e com grande facilidade entrei sorrateiramente, em um canto eram armazenadas caixas que estavam marcadas para transporte aéreo, me esgueirei até uma delas e ao abri-la, uma surpresa, pacotes e pacotes de suspiro e carolinas, mas que raios estava acontecendo, na lateral da caixa um endereço de Brasília anotei e resolvi partir atrás de novas respostas. Desembarquei em Brasília por volta das 23 horas de uma sexta-feira, segui imediatamente para o endereço final das caixas, mas para meu azar era um prédio comercial que encontrava-se fechado, e agora, não poderia esperar até segunda para entrar e solucionar esse mistério, a matéria teria que sair no jornal de domingo de modo a chegar a um maior número de leitores, não tendo outro jeito procurei uma entrada, quando já estava desistindo um dos vigias saiu para tomar um ar, antes que a porta se fechasse atrás dele passei por ela como um raio e rumei para as escadas evitando chamar atenção, eram oito andares até a sala que constava no endereço e teria que fazer no máximo silêncio. Finalmente no oitavo andar, atrás da porta da sala 802 estava minha matéria, surpreendentemente ela estava destrancada, ao entrar o local tinha um aroma extremamente doce e agradável, de um lado dela tanques muito parecidos com os de oxigênio com a etiqueta N2O (Protóxido de azoto) e do outro as caixas contendo os doces vindos de São Paulo, não conseguia ver relação entre uma coisa e outra quando o barulho de gente se aproximando me alertou, busquei refúgio entre algumas caixas já lacradas, acenderam as luzes, as vozes eram de moças, uma delas era suave, dizia que já tinha acertado tudo com seu sócio paulista que em breve os planos deles se concluiriam, foi quando vi o que elas faziam, com precisão cirúrgica, através de mangueiras e agulhas extremamente finas o conteúdo dos cilindros era passado para dentro dos suspiros e carolinas, mas o que afinal de contas eles pretendiam e o que era N2O, enquanto minha mente trabalhava nisso, a que parecia ser a chefe fez uma ligação: - Alô, D? Sou eu. - Não se preocupe aqui está tudo certo. - O que, você tem certeza disso? - A voz dela ganhara um tom de preocupação, algo deveria te acontecido. - Mas não é possível, como isso aconteceu? Entendi, mas que droga. - Ela andava de um lado para o outro, até que parou e fitou na minha direção, teria me visto, ando próximo as caixas, se abaixou, fui descoberto pensei, estava pronto para saltar e correr, quando ela sorriu e disse: - Não se preocupe, está aqui, chegou como voce esperava, pode deixar que tomarei conta direitinho. Beijos. Virando-se para sua acompanhante ela fez um sina para sairem, ao bater da porta esperei alguns minutos para ver se retornavam, nada acontecia, resolvi sair de meu esconderijo, minha mente me torturava, quem era D? Quem eram elas? O que era N2O? O que pretendiam? Vasculhava pápeis, armários, gavetas atrás de pistas ou provas, quando comecei a sentir meu corpo pesado, mole, uma vontade incontrolável de rir, de repente estava no chão as gargalhadas, ouvia um chiado vindo dos cilindros, estavam abertos, não encontrava forças pra fechá-los, só consegui rir descontroladamente, foi quando lembrei N2O é gás hilariante, era isso que eles planejavam, docinhos recheados com gás do riso, provocando anestesia e sensação de bem-estar, tentei me levantar, mas não conseguia manter os olhos abertos, antes de apagar vi uma etiqueta nas caixas com os doces já instilados: DarkFab Guloseimas." Nota do editor: Danny Colt não é visto desde 12/08, há indícios de que foi reconhecido em uma praia do litoral norte paulista às gargalhadas, agarrado a uma garrafa de campari que chamava de Tulipa. Essa publicação só foi possível por que seu gravador foi encontrado dento de um pacote de carolinas enviado aos cuidados da diretoria de Além do Óbvio e Ululante. Nenhuma empresa DarKFab Guloseimas, registrou atividades no país, não há notícias do aumento de compra de gás hilariante, porém uma felicidade exacerbada dos jovens em diversas ocasiões foi observada, em especial próximo a vendedores de suspiros em portas de escolas, cursinhos e faculdades.
Escrito por Dark às 17h20 [ ] [ envie esta mensagem ] Nunca esqueça de abastecer seu carro (ou Uma noite pra se esquecer) Minha garganta ainda está seca, dessa vez foi por pouco, muito pouco. Maldita hora que parei de fumar, precisava dumas tragadas agora, pelo menos achei essa garrafa de campari, agora onde estão os copos? Ah vai direto do gargalo mesmo. Ufa, agora sim, a cor tá voltando pro rosto, mais um pouco e eu tinha virado presunto, nem quero pensar nisso, mas preciso escrever senão vou enlouquecer. Eu na mão daqueles malucos quase dancei, mas também, porra quem manda não por gasolina no carro e cismar de levar a mina em casa, ela que tivesse pegado o metrô, tá certo que eu não podia imaginar o que ia acontecer, mas que caralho ainda tenho que voltar pra pegar o carro, ah, só amanhã e ainda com uns dois ou três amigos pra fazer companhia. Que merda, quando a gasosa acabou eu devia ter voltado e pedido pra dormir no sofá, não mas achei que não tava longe do metrô e a rua tava calma, claro que tava calma, todo mundo devia tá dentro das suas casas se mijando de medo. Conforme andava na rua senti que era seguido, algumas olhadas por cima dos ombros só mostravam sombras e vultos sem formas, como minha curiosidade é maior que meu bom senso, eu tinha que resolver virar de uma vez, devia era ter dado no pé mesmo, e pra minha sorte tinha que ter uma guria de cara mais pálida que roupa de médico, com batom e sombras negros e risinho cínico despencando no rosto, quando dei por mim já tava cercado por várias daquelas figuras, seus rostos com aquela alvura sob a luz parca da rua dava a impressão de serem mortos, mas tavam bem vivos. E apesar dessa maquiagem aparentemente gótica, nada de roupas pretas, elas eram em sua maioria vermelhas ou laranjas, Tentei sair do meio do circúlo que me fora impingido, mas eles fecharam a passagem, de repente dois moleques do tamanho de armários me pegaram pelos braço e todos resmungavam ou rezavam ou louvavam terem finalmente encontrado o noivo de Aktiba, que pra minha infelicidade era eu pelo visto, e pra uma infelicida maior a tal Aktiba parecia uma criatura saida de um dos circulos do Inferno de Dante, olhos sem expressão, sorriso de escárnio e maldoso, um puta de um corpo, se bem que meus olhos ficaram mais colados na espada curta que ela trazia em sua mão esquerda e o cérebro só captava as palavras, noivo, sangue, ascensão e sacrifício. Quando dei por mim já tava com o pescoço de um daqueles prototipos de Hulk juvenil entre meus dentes, quando assustado ele soltou meu braço não pensei duas vezes em golpear o gogó do segundo Hulkete, mal consegui dar dois passos umas daquelas piranhinhas pulou nas minhas costas, puxei ela pelos cabelos mesmo e atirei-a sobre um lado da roda, abrira-se um rota de fuga, mas antes que eu corresse uma pancada na nuca, tudo escuro. Acordei sentindo um frio pelo corpo e uma dor terrivel na cabeça, droga estava amarrado numa mesa, no que parecia ser uma construçao, mas de onde vinha aquele frio. Percebi então que estava pelado, não acredito, além de ser morto por um bando de malucos num ritual mais maluco ainda, tinha que ser com o clássico clichê de estar amarrado e nú, putaquepariu só comigo mesmo. O lugar quase não tinha luz, mas dava pra perceber que tinham usado uma espécie de arame nos meus pulsos, fiquei forçando o braço contra o material até que começsse a sangrar e aproveitei o sangue como lubrificante para livrar minha mão e me soltar, enquanto isso escutava mantras e cantos vindo de vários locais. Enquanto tateava na escuridão atrás de minhas roupas, tentava achar um jeito de sair dali, por sorte todas as peças estavam no mesmo canto do quarto e afastadas da porta, pois enquanto me vestia, Aktiba e seu séquito entraram para concluir a cerimônia, não me vendo no local a mulher ficara enlouquecida, de sua boca não saiam palavras e sim sibilos de um súcubo enfurecido, conseguira me esconder atrás de alguns sacos de areia e cimento, mas o espanto pelo meu sumiço já diminuia e me encontrariam rapidamente, podia tentar lutar de novo, porém seria subjugado novamente, consegui avistar uma janela, só que teria que passar pela demônia e nem fazia idéia de se estava em algum lugar alto. Quando um dos Filhos de Necronion, era assim que se chamavam, começou a retirar os sacos que me escondiam, acreditei que era minha hora, foi quando uma música vindo de outro cômodo chamou-lhes a atençao e dessa vez eu tinha tido sorte, provavelmente quando me carregaram o meu celular tinha caído e alguém tentava me ligar, Aproveitando da distração deles, joguei um dos sacos de cimento em cima do fanático que quase me descovrira e corri em direção a janela, no caminho vi o brilho da lâmina de Aktiba passar rente a minha orelha, sem pensar saltei através da janela, graças a Deus a casa era térrea, sem me perguntar nada ou olhar pra trás atrvessei o terreno com uma horda a me perseguir, até agora não sei como saltei por cima do tapume que cercava a obra sem ao menos tocá-lo, só parei de correr 5 km depois quando numa movimentada avenida peguei um táxi que me trouxe pra casa. Poucos segundo depois que entrei o telefone tocou, pelo Bina reconheci, era o meu celular, não atendi, estava apavorado, continuavam a ligar insistentemente, não aguentando atendi: - Seus felas da puta eu vou voltar e matar vocês! Desgraçados, vou dançar sobre a cova de todos! - Alô, por favor, acalme-se senhor Diego. Aqui é o Sargento Pereira, nós encontramos seu telefone celular em uma casa em construção e também detivemos algumas pessoas que pelo visto devem ter lhe atacado. - Como? Sargento Pereira, mas eu nem tive tempo de ligar para a polícia, como vocês souberam? - Na verdade não sabiamos do que se tratava, viemos atender um chamado por causa da reclamaçao de uma vizinha sobre um tarado na região. - Puxa, mas que sorte em pegar esses malucos, mas como o senhor sabe o meu nome? - Bem, senhor Diego, é meio constrangedor, mas o tarado que procuramos provavelmente deve ser o senhor. - Eu? Como assim? - É que além do seu celular, encontramos sua carteira e junto com ela suas calças. Foi só então que notei que estava apenas de camisa, tênis e cueca, e porque o taxista não fizera questão de receber o pagamento e me olhava com cara assustada. Sinceramente eu prefiro ler e escrever histórias do que fazer parte delas. Escrito por Dark às 03h17 [ ] [ envie esta mensagem ] Sobre o que escrever? Aqui estou eu mais uma vez, tentando escrever algo. Mas escrever sobre o que?? Me faltam idéias. Nunca fui bom nesse lance de escrever, basta dar uma olhada nas redações que eu fazia na época da escola, sempre começavam com "Era uma vez..." ou "Num belo dia...", original não? E sempre ficavam ruinzinhas que só. Todo começo de ano letivo era a mesma ladainha: "Crianças, quero que vocês façam uma redação sobre as férias". Se pegassem minha redação e comparacem com a do ano anterior , veriam que eram praticamente iguais, mas já que insistiam sempre no mesmo tema , eu insistia com a mesma história. Isso quando não pediam para fazermos uma ilustração do local aonde haviamos passado as férias. Lá ia eu desenhar montanhas, sol, árvores, casa, lago...Não que eu tivesse ido para um lugar desses, mas que diferença isso fazia? Deve ser por não ter me esforçado muito no quesito redação, que estou aqui, matutando e nada de aparecer uma luzinha .Bem que poderiam vender idéias em frascos , iria correndo comprar um agora. Assim minha cachola ficaria borbulhando, cheia delas. Poderia escrever sobre minha banda favorita, meu filme predileto, contar algum "causo" ou quem sabe até mesmo sobre papel higiênico. É sério! É que dias atrás estava no supermercado fazendo compras e me deparei com uma grande variedade de papel higiênico. Tinha um que garantia ao feliz usuário, a maciez de uma pétala de rosa. Pô, mas alguém já limpou a bunda com uma pétala de rosa??? Sem contar os perfumados, mas desde quando o c* senti cheiro? Hmmm...Não! É melhor deixar o papel higiênico quieto no rolo. Estou olhando atentamente pro monitor e batendo com as pontas dos dedos na mesa, e cantando mentalmente..."Ó querida, ó querida, ó querida Clementina..." e nada. Acho que vou dar uma volta por aí, antes que meus neurônios queimem, e o que é pior, os meus cabelos caiam (mais ainda). Vou na farmácia, como quem não quer nada e quem sabe eu não encontre, lá na prateleira bem escondidinho, um frasco cheio de idéias.
Escrito por Ed às 09h09 [ ] [ envie esta mensagem ] Visões sem foco AVISO: Se pretende ver o filme "Visões" não leia esse texto, mas se a curiosidade for maior, fazer o quê.hehehe
Domingo passado, toca o telefone e o convite para ir ao cinema ver "Visões", mais um filme de terror oriental que chega na esteira de "O Chamado", "O Grito", só que na tentativa de seguir a mesma fórmulinha que fez o nome dos dois anteriores, a dupla de diretores se perde e estraga uma premissa interessante do filme que seria como é encarada a reencarnação e o mundo dos espíritos sob o dogma budista, só não é pior que a Cartilhinha do Politicamente Correto do nosso não tão óbvio e ululante governo Lula. O título em inglês já denunciava a bomba "Eye 2", quer dizer, existe um anterior que não tiveram coragem de exibir nos cinemas nacionais, a heroína Joey Cheng (a bela atriz Shun Qi) surge na tela com a cara de quem deveria ter sido trancada em um hospício por tempo indeterminado, ela tenta cometer suicídio, em vão, devido ao fim do seu 3º relacionamento seguido e aqui inicia-se a história, segundo os preceitos apresentados no filme o budismo acredita que todos os seres humanos tem a capacidade de ver espíritos desde que nascem, mas que com a idade essa capacidade vai sendo suprimida, só voltando a ser reativada quando passamos chegamos perto da morte ou quando a mulher está para dar a luz, pois são espíritos à espera de reencarnar, estão por todo lugar, dividem o mundo conosco, bem além de suicida frustrada, Joey, também está grávida e seu ex nem quer atender seus telefonemas, com tudo isso temos uma protagonista fraca, que sofre claramente com a sua incapacidade de superar seus problemas e agora é atormentada pelas visões de pessoas mortas e é perseguida sempre pelo fantasma da mesma mulher, só que os mortos desse filme não falam, salvo uma exceção, e quase sempre tem um aspecto cinza e nada mais, a direção erra a mão por não se definir entre o terror e o suspense, o volume da música aumentando na tentativa de criar um clima de medo e apreensão em algumas cenas não surte efeito, pois sempre que aplicado, a cena nada traz de assustador, a maioria das vezes nem os fantasamas aparecem, a direção utiliza efeitos idênticos ao fantasma de "O Grito" em uma cena de parto no elevador para mostrar uma reencarnação. Sem saber mais o que fazer a desequilibrada protagonista resolve descobrir de quem é o fantasma que a persegue e surpresa, a dita cuja é a ex-mulher do pai de sua filha, que se matou porque ele tinha uma amante, Joey. E agora chegamos ao clímax, quando Joey vai para o hospital ter seu filho e vendo um espírito tentando reencarnar como o bebê de sua companheira de quarto entra em pânico e resolve tomar uma atitude, diga-se de passagem essa garota acha que toda a resposta pra qualquer problema é se matar, pois a beldade sobe no alto do hospital para pular e proteger a filha do espírito da mulher, nesse ponto tanto o roteiro quanto a direção transformam o filme em comédia, a garota pula, no meio da queda percebe-se a troca por um boneco, o impacto no solo soa como o barulho de um ovo no chão, a platéia não resiste gargalhadas, close na suicida, ela ainda está viva, se arrasta literalmente para o alto do hospital de novo, isso sem que ninguém a veja cair ou voltar rastejando pra dentro, acompanhada apenas pelo fantasma, vazando mais sangue do que realmente tem no corpo humano e mesmo sem conseguir mexer as pernas pra andar, ela fica de pé na beira do telhado novamente e pula e de novo não morre, pior está para tentar de novo, quando finalmente o espírito abre a boca: " Eu não posso deixar você morrer. Só quero que me deixe esquecer tudo, por favor." Pois a indestrutível Joey, concinte e para nossa surpresa, mesmo depois do parto ela continua viva só com uma perna e o braço engessados, aí fica impossível levar a sério a cena final com os espíritos espalhados pela sala de pré-natal. Depois dessa visão de filme, com a visão de governo e de país que tem nossos não óbvios e não ululantes políticos, talvez o melhor seja ter uma visão além do alcançe como o Lion dos Thundercats, se bem que isso dependia de um olho vermelho que quando abria, fazia crescer uma certa espada justiceira, er, melhor não isso ficaria muito suspeito, acho que talvez ser cego como o Demolidor seja o melhor, porque além de ter namorado só mulher o bonita, o herói dos quadrinhos tinha uma visão e tanto, afinal sua mais duradoura namorada, Karen Page, era uma ex-atriz pornô, que não sabia estar contaminada pelo HIV, e durante quase 10 anos de relação o Demolidor nunca fez sexo sem camisinha com ela, ou seja, isso é que ter um visão além do alcance, ou ele também tem um fator de cura, como quase todos os heróis tem aparecido com essa antiga exclusividade do Wolverine, até o Homem de Ferro tem, só que o dele chama fator de solda, qualquer dano ele solda e depois querem convencer que a vida de playboy, multibilionário, super-herói, cercado de mulheres em roupas diminutas é soda. Soda é você gostar de alguém que não mora perto, ter que passar sua tarde fria de domingo assistindo "Visões", não ter um centavo no bolso, voltar a pé a noite pra casa, isso sim é soda e sem gelo que acho que me gripei com a friagem. Aaaatchimmm!!!! Escrito por Dark às 17h03 [ ] [ envie esta mensagem ] Metafísica, religião e uma viagem de Metrô Gabriel era um rapaz comum, como todos esses que estão por aí, tanto poderia ser eu, você, seu vizinho, ou qualquer pessoa com quem você cruza na rua, no metrô, no ônibus ou num toldo de bar sob uma chuva miserável. Sua vida não tinha nada demais, aliás até que era uma boa vida, ele trabalhava, estudava quando tinha dinheiro, quando não, trancava o curso, tinha seus amores e desilusões, seu sonhos, ganhos e perdas, levava um dia de cada vez, mas nunca reclamava de nada, pelo menos não verbalmente, vivia com suas dúvidas pra si, se recusava a pedir qualquer coisa, os problemas eram dele, competia a ele resolver, nada porém o tinha preparado para o que lhe esperava no final daquele dia. Como todos os dias Gabriel acordara, pensara em ficar dormindo, mas como estava de bom humor e por costume foi trabalhar, teve um dia normal no trabalho, muito serviço, boas risadas, se aprontava para por seus planos finalmente em prática, resolver pendências na faculdade, conquistar mais um pouco o seu amor, só esperava o fim do expediente, foi quando o telefone tocou era uma amiga contando que a faculdade fechara, nenhuma negociação nova seria feita mais, cursos trancados não poderia ser retomados, tudo parado até segunda ordem, isso não era um balde, era uma caixa d'água inteira e fria sobre sua cabeça, perdera o rumo do que fazer, no caminho pra casa em frente a rodoviária sentiu gana de comprar uma passagem e sumir por aí, afinal sempre que planejava algo aquilo não saia, quando agia por impulso até que as coisas rolavam, mas quando era planejado, que todos os buracos eram tapados, que sua confiança ficava no alto, algo demolia o seu castelo de cartas. Como não tinha mais jeito no fim do dia ele pegou o metrô e retornou pra casa e foi nessa viagem que ele encontrou duas figuras muito estranhas, uma era uma moça morena, olhos castanhos claros, pele alva, que transmitia uma calma incrível, a outra era uma ruiva, olhos verdes, exalando luxúria e paixão, as duas sentaram ao lado de Gabriel e a ruiva puxou assunto: - Rapaz, te derrubaram do caminhão de mudança de novo é? - Como? - Gabriel não entendeu nada. - Oh Gabriel, deixa de ser tapado, tô falando que acabaram com o seu barato e com seus planos, porra. - Como você sabe isso? Como você sabe meu nome? - o rapaz se assustara. - Caralho, mas tú tá devagar hoje, pensa bem, olha pra gente, lembra o que você tava pensando e vai saber quem somos. Foi aí que Gabriel se lembrou que estava xingando sua sorte e amaldiçoando tudo que era santo e anjo que conhecia. Será que ele tinha feito alguma besteira, teria se matado, já se perdia em pensamentos quando a ruiva interviu: - Para de pensar besteira, tú não tá morto não, é que a gente não tinha nada pra fazer e veio bater um papinho. - Bater um papinho? - É, um papinho. Me diz uma coisa nem tudo está como você quer, não é? - É. - Você sempre leva um olé e continua em frente, mesmo quando não tem mais porque continuar, porque você faz isso, sempre que algo dá errado, ou você precisa de orientação você acaba perguntando pra si e pra Deus o que fazer, bem e agora o que Ele te responde? - Não sei, Ele não responde com palavras. - Mas se Ele não responde, como é que você sabe que é o certo? Se você não escuta as respostas como é que sabe que tem alguém escutando as perguntas? Você não acha que está sendo meio trouxa não? - É olhando por esse lado, você está certa. - Então me responde porque você continua levantando todo dia de manhã, se não sabe o que te espera, se ninguém te garante que tudo não passa da imaginação de outra pessoa, se nada lhe diz que a vida é pra ser vivida assim? Porque não mandar tudo pro espaço, dormir pra sempre, ou comer pra sempre, ou fazer sexo pra sempre? Gabriel empacou, naquele momento não sabia o que responder, olhou para o outro lado e a morena continuava lá quieta, apenas olhando para ele com aqueles olhos sem fim. - Você não fala nada? Não tem uma palavra pra defender Ele, pra me ajudar? A moça sem dizer uma palavra, levantou-se, colocou a mão sobre o peito dele, deu-lhe um beijo suave na bochecha e olhou fundo nos olhos dele. Foi quando algo despertou nele e ele descobriu a resposta: - Eu levanto todo todo dia, não porque eu acredito Nele, ou porque ELe acredita em mim, mas sim porque eu acredito em mim mesmo e isso é o suficiente pra saber que posso conseguir tudo que eu tenha realmente vontade de conseguir, mesmo que os obstáculos sejam enormes e mesmo que o resultado não seja o esperado eu saberei que fiz mais do que o meu possível. As duas moças se entreolharam, olharam para ele, sorriram e desceram na estação seguinte. Gabriel pela primeira vez em tempos não sabia o que fazer, ou o que tinha sido aquilo, mas sabia que viesse o que viesse ele poderia encarar sem medo e com muita vontade. Escrito por Dark às 14h06 [ ] [ envie esta mensagem ] Falta Tempo Caramba, que preguiça ao acordar hoje, queria tanto ficar na cama, tava quentinha, o sono gostoso, mais gostoso ainda estava o sonho, sonhei com você essa noite, você tinha vindo me entregar uma carta, mas eu não conseguia ler o que tava escrito porque o objeto mudava de forma a toda hora, virava carta, depois um medalhão com uma foto sua, depois uma plaquinha de prata onde as únicas palavras gravadas que consegui ler foram: "diga ela... você alcança" - Assim mesmo, palavras sem muito sentido e olhava pra você e seu sorriso era tão bonito, tão aconchegante, não resisti e te beijei, foi nessa hora que fiquei na dúvida se tava sonhando, sua boca e seu cheiro pareciam tão reais, acordei com o gosto da sua boca na minha. - "Acho que vou ligar pra ela, mas ainda tá muito cedo, perto da hora do almoço eu ligo, deixa eu ir trabalhar." - Pensei isso, fui tomar banho, café da manhã, simbora pro metrô e o gosto da sua boca continuava lá, no serviço um inferno, papel pra tudo que é lado, todo mundo querendo tudo ao mesmo tempo, desse jeito eu enlouqueço, droga já é hora do almoço, só vou poder ligar depois das três da tarde, justo hoje esse pessoal resolve trabalhar bando de..., calma, calma, tudo bem o dia começou ótimo, não vai ser isso que vai atrapalhar o meu humor. Três da tarde, vou ligar, - "O que? Reunião agora? Não, agora não dá, espera um pouco, não dá pra esperar, tudo bem, tudo bem, já tô indo." Saco, desse jeito fica difícil, acho que agora só no final do expediente, hummm o gosto da boca dela ainda tá aqui que estranho. Catzo, sete da noite já, esse pessoal fala, fala e não desata o nó, bem vou ligar agora: - "Sua mensagem estará sendo encaminhada para a caixa postal." - Droga, eu quero falar com ela não com uma máquina, depois eu tento de novo, deixa eu ir embora antes que inventem mais serviço. Na saída do trabalho lembrei que tinha que passar na casa de uma amiga para entregar um trabalho da faculdade, fiquei lá até às oito e meia, ainda bem que essa amiga mora perto de casa, vou à pé pra casa, acho que vou ligar daqui da rua mesmo, cadê o celular, aqui, ah putaquepariu, acabou a bateria, não faz mal eu ligo de casa. - "Olha a bola!" - Quase levo uma bolada na testa. - "Ô garoto, toma cuidado aí". - "Foi mal tio!" - Mais um pra me chamr de tio, tô ficando velho mesmo, bons tempos que eu jogava bola na rua até tarde. - "Caralho, olha o carro, moleque!" - Puta,quase não dá tempo de empurrar o menino da frente do carro e o cara nem parou, só gente maluca nessa cidade, o guri tá bem, vou pra casa agora, ei o que é esse monte de gente de máscara branca na minha frente, sai da frente eu tenho que ir pra casa telefonar pra garota que eu amo. Opa, que que esse pessoal tá fazendo com essas agulhas, seringas, luvas, ai como meu corpo doi, meu peito queima, o gosto do beijo dela na minha boca tá mais forte, que gostoso, porque tudo tá ficando escuro, seu sorriso, que beijo bom, gostoso, molhado. - Droga mais rápido com isso, tragam o desfibrilador agora. - Os batimentos dele pararam doutor. - Afastem-se - bzzzt - nada, de novo, afastem-se - bzzzt, merda. Hora do óbito 20:45. Escrito por Dark às 15h50 [ ] [ envie esta mensagem ] Uma noite diferente "Maldita consciência", é tudo que consigo pensar agora, devia estar em casa secando as duas garrafas de vinho tinto, terminando aquela meia pizza que sobrou de segunda e depois apagar no sofá vendo um filme qualquer, ou seja o meu habitual de quartas a noite, mas não, eu tinha que inventar de comprar as malditas garrafas na padoca mais movimentada do bairro, ao invés de comprar dois Natal no armazém do Lucão. Também tinha que fugir da minha comum cara fechado e resmungos, pra parar e cumprimentar aquela ex-colega de ginásio, que eu não vejo há mais de 10 anos, tudo porque ela virou uma tremenda gostosa de cabelhos castanhos claros, olhos escuros, um par de peitos deliciosos e as coxas mais bem torneadas que já, nessas horas é que eu acho que devia ter sido capado, assim não tava aqui parado sob um temporal, molhado até os ossos, na frente da única casa da rua mais deserta e escura desta maldita cidade, até os fantasmas devem ter medo de vir aqui. Por que eu não ignorei quando ela me chamou: - Oi, não tá lembrado de mim não é? - Hã, er... oi, desculpa mas não sei quem é você. - Tentando disfarçar que tava olhando mais pros peitos do que pra cara da guria. - Pô, sou a Bia, a gente estudava junto. - Ah, lembrei, mas você tá muito gos..., diferente, muito diferente do que eu lembrava. - Você continua com a mesma cara. Como vão as coisas? - Tudo bem e com você? - Putz, mesma cara, continuo com cara de babaca, então, grrrrrr. - Mais ou menos, alguns problemas. - Que pena, mas olha eu tenho que ir. - Ah, tudo bem, eu já vou pegar o ônibus pra casa também, ainda moro no mesmo lugar, sabia. - Caramba e o que você veio fazer aqui? - Caralho essa guria é louca, no bairro dela nem bandido anda de ônibus a noite. - Eu tava na casa do meu namorado. - E porque ele não te leva em casa, aquela sua rua é perigosa pra caralho. Bia fazendo cara de choro: - É que a gente teve uma briga, ele me xingou, me colocou pra fora da casa dele. - Ah não agora essa anta vai começar a chorar aqui no meio da rua. - Olha não fica assim não, eu vou com você até sua casa, a gente vai conversando e você esquece isso. - Brigada, chuinf. Foi aí que me fudi, achei que já tinha passado essa fase de dar uma de cavaleiro andante, pelo visto li gibis de heróis além da conta. A viagem foi tranquila, ela riu, esqueceu o pastel do namorado por um tempo, mas foi só a gente chegar na frente da casa dela e pronto desabou um temporal desgraçado, o babaca do namorado tinha ido até lá e esperava ela no portão, mais bêbado que um gambá, queria "conversar", pois essa conversa já durava mais de uma hora, ninguém dava, nem descia e não minha consciência filha da puta não queria deixar a Bia com aquele pinguço. Ela deu um tapa na cara dele, pronto acho que agora acabou a conversa, ela tá pegando a chave e ele ficou parado na calçada com cara de ué, vou poder voltar pra casa. - Sua cadela, piranha, desgraçada, eu vou acabar com a tua raça e com a desse teu amante viadinho. - Pronto, virei um amante viadinho, tudo que eu queria era estar em casa, mas agora tinha virado amante, pior viadinho, se bem que se eu era amante dela como ia ser viadinho, e ainda molhado e ameaçado. Quando olhei pra trás, o pseudo corno já tava vindo com a garrafa que tava no carro, não deu tempo de nada, só senti o impacto do vidro, na boca o gosto do que tinha dentro da garrafa bebida da boa: - Desperdício de boa bebida. - falei, minha cabeça latejava, o bebum, mal se aguentava em pé e mesmo assim avançou pra cima dela, garrafada na cabeça eu até aceito, agora bater em mulher que está comigo não, estiquei o pé, o desinfeliz explodiu o queixo na calçada, tem gente que diz que brigar com bêbado não vale a pena, eu já sou da opinião que se quer briga, não tô nem aí se o adversário tá bêbado, sóbrio, homem, mulher, criança ou velho, quer briga vai ter briga. Ele tentava xingar, mas a dor na boca só permitia uns grunhidos, aquela bagunça, a chuva apertando, a cabeça latejando, só queria sair dali, me deitar, mas o desgraçado agarrou minha perna, tentava me derrubar, só senti um vento passando do meu lado, quando vi o dito cujo tava estatelado na calçada, um vergão vermelho atravessando a cara do meu outro lado Bia segurava o que tinha sobrado do rodo que ela espatifara na cara do ex. - Seu,seu, babaca, filho da puta. - Ela não parava de xingar o cara, minha cabeça girava, sentei na guia, nem me importava mais com a chuva, quando ela me convidou para entrar e me secar, enquanto esperava minha roupa secar ela me ofereceu uma cerva e gelo pra cabeça, começamos a conversar sobre o ocorrido, outras cervas vieram, não paravamos de gargalhar, a cabeça não sei se girava pela pancada ou pela bebida. Beatriz parecia mais linda ainda, seu perfume era delicioso e o calor do seu corpo sentado ali do meu lado me deixava louco, não resistindo a beijei, ela correspondeu apesar ou devido a nossa bebedeira, queríamos mais, ela se deitou sobre mim, de repente tudo foi ficando escuro, escuro. Quinta-feira 9 da matina, acordo com gosto de cabo de guarda-chuva na boca e uma dor de cabeça infernal, o corpo moído, os olhos se acostumando com a claridade, quando desperto totalmente vejo Bia, dormimos abraçados no sofá, nenhum dos dois teve força pra nada, ela acorda olha pra minha cara, entende o que aconteceu, gargalhamos mais ainda, depois de comer alguma coisa vou embora, mas com volta marcada pra mais tarde. Na rua, sentado do lado do carro o ex dela, não resisto, passo por ele, que parece não ter forças pra se levantar e digo: - Agora tú tem motivo pra ficar puto, seu corno. - Desço a rua às gargalhadas, até que não foi uma noite tão ruim Escrito por Dark às 17h49 [ ] [ envie esta mensagem ] Lição de Vida O falecido Charles Bronson foi o último herói macho do cinema. Em homenagem a Paul Kersey, o impiedoso personagem de Bronson imortalizado na série Desejo de Matar, o estragadinho aqui buscou cinco lições de vida que você pode aprender com os cinco filmes da saga: Respeite a religiosidade alheiaNo segundo filme da série, o arquiteto Paul Kersey encontra um dos responsáveis pela morte de sua filha dentro de um casarão abandonado. Antes de matá-lo, percebe que o bandido carrega um crucifixo no peito e pergunta: “Você acredita em Jesus?”. Depois da resposta afirmativa, completa: “Bem, então você vai conhecê-lo”. Preocupe-se com os detalhesMostre que você está sempre atento a tudo o que acontece ao redor. No terceiro filme, a mulher vai de táxi até onde Kersey mora para convidá-lo para jantar na casa dela. Nosso herói percebe na hora que a moça está no papo. Fingindo preocupação, ele a interrompe: “Vamos logo, o taxímetro está correndo!”. Mostre o seu discernimentoNo último episódio da série, Kersey é rendido por um bando e um deles aponta uma arma para ele. O mafioso provoca: “Armas o deixam nervoso?”. O protagonista mostra que sabe diferenciar as coisas: “Armas podem ser úteis. Idiotas armados é que me deixam nervoso”. Preocupe-se com seus inimigosKersey está dentro do café da família de um dos capangas do mafioso e coloca veneno no doce do bandido. Quando o cara passa mal, Bronson resume sua preocupação e gentileza um uma só pergunta: “Algum problema?”. Seja econômico em gestos e palavrasEnsinamento presente em toda a série. Kersey mata sem discursos, justificativas, ou expressões de ódio. Nos seis primeiros assassinatos da série o protagonista não fala nada nem muda de expressão antes de atirar. E o que ele mais faz é atirar. Que metrosexualismo o quê! Escrito por Estragado às 11h49 [ ] [ envie esta mensagem ] Papa Como é de conhecimento de todos, em breve se dará inicio ao conclave e a todo um ritual dos Cardeais para escolha do novo Papa. E eu estive pensando , como deveria ser esse novo Papa? Qual o perfil ideal? E cheguei a algumas conclusões: No mundo em que vivemos hoje, onde a comunicação é muito importante e necessária , sugiro que o novo Papa tenha e-mail, msn e orkut é claro. Já pensou o Papa figurando entre seus amigos. Blog e Fotolog, também são importantes. O ideal seria também que esse novo Papa curtisse um velho e bom Rock'n Roll. Quem sabe não rolaria um festival lá no Vaticano . Imagine o Papa dando um mosh. Mas se ele gostar de música eletrônica e optar por organizar uma Rave, tudo bem. E no final de semana?? Nada como um Papa, que curta tomar umas "breja" com os amigos e um bom churrasco. Que tope participar de uma pelada, jogando no time dos sem camisa. Que vá aos estádios, mas pra ver os jogos. Que substitua a batina por uma camiseta (com foto da banda preferida), jeans surrado e tênis. Mas dependendo do lugar aonde ele estiver, se for muito quente, pode-se optar por um bermudão e havaianas. Encrementar o ritual da chegada nos países seria uma boa também. Além do tradicional beijo no solo, poderia executar uma dança tipica do país em questão. No Brasil por exemplo, dançaria um samba, o tango na Argentina, polka na Rússia, mambo quando estivesse de passagem pelo caribe...E por aí vai. Apoiasse o uso da camisinha. Com tanta campanha de conscientização, eles teimam em remar contra a maré. E principalmente que desse o devido valor a mulher.
Escrito por Ed às 15h46 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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