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Além do Óbvio e Ululante que Pulula Mentes Humanas Sanidade Há muito, muito tempo, viveu e reinou nas planícies de Nobed o poderoso rei Shorv, o Justo.
Este poderoso soberano era adequadamente chamado de justo, pois em suas batalhas não fazia distinção entre os conquistados. Matava todos, homens e mulheres, velhos e crianças. Shorv, apesar de sua baixa estatura, era filho do famoso gigante Gó, fato que gerava certos comentários jocosos e depreciativos em relação a sua mãe. Gó, por sua vez, era filho de Maram II, que era filho de Linada, que era filho de Maram I, que era filho de Daki, que foi o primeiro homem a soltar um palavrão quando deu uma topada com o dedinho do pé numa pedra. Tal invenção seria considerada mais tarde como um grande avanço para a humanidade. Tudo corria bem no reinado até que certo dia o ministro da agricultura pediu uma reunião secreta com o rei. Trazia uma boa e uma má notícia. A má era que a nova colheita de grãos estava toda contaminada. Todo aquele que comesse dessa plantação ficaria louco. - Que merda! - contestou o rei com grande sabedoria. - E qual é a boa? A boa notícia era que o ministro havia guardado comida suficiente para que ele e o rei se alimentassem somente com a colheita do ano anterior. Assim, todos ficariam loucos, menos ele e o rei.
Shorv, porém, magnanimamente, recusou tal solução:
- Não posso abandonar meu povo. Devemos todos nos juntar a este terrível destino! Você e eu, no entanto, amarraremos faixas especiais em nossas cabeças. Assim, ao menos, saberemos que estamos loucos.
Naquele ano, toda a população de Nobed, inclusive seu soberano, comeram da colheita contaminada e endoidaram juntos. Todavia, os únicos que permaneceram conscientes de sua insanidade foram o rei e seu ministro. Escrito por Quinho às 14h02 [ ] [ envie esta mensagem ] Você fala minha lingua? - Oxi doutora, que sufoco! - Bah guria, não teve jeito. Acabei catando o cordão. Pois é, isso é que dá ficar bisbilhotando a conversa dos outros. Passei o dia todo no trabalho tentando imaginar que diabos havia acontecido com a médica que trabalha comigo por causa desse trechinho de conversa. “Será que ela teve que fazer um parto complicado e o cordão umbilical do bebê enrolou no pescoço?” Pensei. “Não, não pode ser. Ela é oftalmologista, não deve ter feito um parto. Deve ser o cordão dos óculos de alguém ou então o colarzinho dela que arrebentou. Hum... será que existe alguma estrutura no olho com esse nome?”.E assim foi até eu terminar de atender toda a fila de pacientes à minha espera. Depois do serviço cumprido fui me juntar à equipe lá no cantinho da fofoca, como habitualmente fazemos, então pude ouvir a estória de que a doutora havia batido o carro. “ Eita, será que ela atropelou o cordão da polícia?”, falei com meus botões. E a dúvida persistia até que a própria vítima resolveu narrar o acontecido: - A pista estava que nem um sabão por causa da chuva, o carro derrapou, rodou 180° e foi direto no cordão. Daí as rodas entortaram e blá, blá, blá... - Sinhora d’Abadia! O tal do cordão é a guia! - Hã? Andou bebendo antes do trabalho, Fabiana? - É que hoje cedo peguei o trem andando e passei o dintirim matutando sobre esse diaxo de cordão que é a mesma coisa que guia, uai. - Bah, guria! Tu ‘quer’ fazer o favor de falar a minha língua? Depois das risadas e de mais de meia hora só falando sobre regionalismos, descobrimos que somos todos estrangeiros dentro desse Brasilzão. Há mais curiosidades entre o Oiapoque e o Chuí do que imaginam a nossa vã ignorância. Escrito por Faby's às 15h01 [ ] [ envie esta mensagem ] Timidez é o cacete! Dizem que a mente vazia é a oficina do Diabo, pela quantidade de assuntos que tenho que resolver e que não param um segundo de pipocar no meu cérebro, sejam do trabalho, da faculdade, de casa, dos sentimentos e afins, a minha mente deve ser a sala de redação do maior jornal do Inferno. Agora, depois de um texto inspirado do meu amigo Quinho e de um e-mail lindo da Mariana, onde ambos vieram de encontro ao que ando pensando nos últimos tempos, começo a perceber que o bicho homem é um ser muito do complicado quando o assunto é lidar com seus semelhante e consigo próprio. Pois bem, usando-me de cobaia para essas observações filosóficas/psicológicas, pude notar algo, a timidez, minha notória companheira, nada mais é do que uma forma polida de se nomear a covardia, todo tímido é um covarde na assepção da palavra, uma pessoa tímida tem pavor de passar vergonha, de ser contrariada, zoada, desprezada e ignorada, então ela fica ali naquela baita indecisão, desenvolvendo uma úlcera com seus pensamentos e angústias, mas incapaz de tomar uma atitude saudável de colocar tudo pra fora. Será que um desses contumazes medrosos, já parou pra pensar o quanto perdeu, ou pior o quanto deixou de ganhar, quantas pessoas entraram e sairam da sua vida, mas queriam ter ficado por mais tempo só que você não disse "fica mais um pouco, temos tanta coisa pra fazer juntos", não, você se limitou a sorrir, acenar e lamentar, tudo por puro medo da pessoa dizer não posso. Quantas oportunidades de se declarar para aquela pessoa especial e que te faz sorrir só de lembrar o nome, você simplesmente deixou escapar entre os dedos? E por que? Porque vocês são amigos? O seu idiota, o amor tem que vir de algum lugar, quer melhor lugar que de uma amizade. "Mas e se ela/ele disser que eu confundi tudo, que gosta de ser só meu amigo/amiga." Zebrinha do céu, você só vai descobrir isso se falar pra pessoa que: "não imagina sua vida sem ela" e mesmo que ela diga que quer só sua amizade, tá isso dói pacas, mas e aí você vai gostar menos da pessoa por isso, ela vai te bater, não meu filho, vocês vão continuar amigos, talvez menos, talvez mais, mas se for amizade mesmo vai continuar, porque senão o que você queria era alguém pra dar uns malhos e só. Agora para me xingar na frente do micro apareceu a coragem, então larga a mão de ser um palhaço e aproveita, liga para quem você quer ligar, manda e-mail e diz tudo, vai na casa da pessoa, não perde tempo, por que ele, o tempo, não vai te esperar, você vai ficar aí encolhido no seu canto, se lamuriando, se remoendo e quando por a cabeça pra fora dessa carapaça, alguém vai ter sido mais rápido, mais esperto, mais corajoso e terá levado o seu prêmio, só vai te restar saudade e passado.E saiba que: quem vive disso é museu e professor de história. Acorda, pô!
Escrito por Dark às 17h08 [ ] [ envie esta mensagem ] Senhores Passageiros Numa de suas crônicas mais divertidas, Luiz Fernando Veríssimo conta o desespero do passageiro com medo de avião: "No caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão automaticamente de seus compartimentos. Puxe a máscara em sua direção, coloque a máscara sobre o rosto e respire normalmente." - Respirar normalmente?! A cabina despressurizada, máscaras de oxigênio caindo sobre nossas cabeças - e ele quer que a gente respire normalmente?! Eu não tenho medo de avião. Acho desagradável e desconfortável, mas só. Meu pavor é de aeroportos. É só pisar num desses ambientes cheios de malas, conversas multilingües e anúncios do além, para que meu coração passe a bater mais rápido e minha respiração fique comprometida. Os olhos inadvertivamente procuram placas de saída, o suor escorre e a garganta dá nó. Todos os sinais característicos de pânico. Meu trauma vem da época em que morava fora. Naquele tempo, todas as visitas a aeroportos prenunciavam uma despedida dolorosa, com um que de talvez para sempre e toda a angústia que as mudanças bruscas da nossa vida costumam carregar. Gosto do desembarque. Fico olhando para as pessoas que chegam e as que as aguardam ansiosas e imagino histórias. Mas mesmo nesses momentos, sinto uma pontada aflita no estômago. O tempo das despedidas passou, mas o corpo se recusa a aceitar. Na realidade, talvez a distância seja só um pretexto, pela carga de certeza que a acompanha. Tem uma garota que mora (ou morava) a duas quadras de casa, mas quando olho na sua janela não sei mais onde está. O verdadeiro culpado é esse emaranhado de fios nos quais nos penduramos. Essa teia maluca que nos traz amizades e amores e depois os leva, porque não podemos, ou não queremos, ficar pendurados sempre no mesmo fio. Só queria dizer que meu sentimento não mudou. Deixei amigos próximos em lugares distantes. Talvez por negligência, permiti que alguns de perto se afastassem. Mas ainda me alegro quando recebo a notícia de que algum casou, ou teve um filho (mesmo que nessa altura a criança já deva estar cursando o primário). Gostaria muito que todos soubessem que ainda estão no meu coração. Que ainda fazem parte da minha vida. Que rio com suas alegrias e choro com seu sofrimento. Que me encho de alegria quando percebo que também pensam em mim. Faço deste texto minha singela oração para que todos estejam bem. Escrito por Quinho às 15h32 [ ] [ envie esta mensagem ] Um dia qualquer São cinco da manhã. Raimundo toma um gole de café e despede-se de sua mulher com um beijo. Sai caminhando solitário por entre vielas e ruas mal iluminadas. As cinco e vinte passa o ônibus, no centro terá que pegar outro pra chegar até o trabalho. Ele trabalha num pequena metalurgica, seu salário gira em torno de quatrocentos reais, duzentos e cinquenta vão para o aluguel , por conta disso sua mulher limpa casa de bacana, pra ajudar no orçamento. Pensou em pedir um aumento, mas há boatos de que havera cortes, então achou melhor esperar um pouco. Seis da manhã, pega o segundo ônibus, esse vem lotado. Seu calo dói. Lá fora o sol começa a dar sua cara e com ele a certeza de que será mais um dia de calor infernal . Enquanto mulheres falam de novela e homens de futebol, ele perde-se em pensamentos. Fica imaginando como sua mulher ficaria ainda mais bonita usando um vestido que viu dia desses em uma vitrine e de como seu filho ficaria feliz ganhando a tão sonhada bicicleta. Quase uma hora depois, finalmente chega ao seu destino. Lá encontra seus amigos com quem conversa um pouco antes de começar o batente. Sabe que tera um dia dificil pela frente. Hora do almoço, Raimundo já não aguentava mais de fome, passa a mão na sua marmita, e senta pra comer. Come seu arroz e feijão como se fosse um banquete, digno de reis. Aproveita o tempo que ainda resta, pra dar uma cochilada. Ajeita-se no chão duro e dorme um pouco. Apesar de muito trabalho, a tarde transcorre calma e tranquila. Finalmente cinco da tarde, hora de ir embora. Hora também de encarar novamente o ônibus lotado. Quarenta minutos de espera, o ônibus vem, e depois de muito empurra-empurra e pisões, ele consegue entrar. Depois de quase uma hora de sufoco, ele chega ao centro. Pega outro ônibus, esse vem mais tranquilo. Se acomoda num banco qualquer, encosta a cabeça no vidro e tenta descansar um pouco. Quando o ônibus para no sinal, ele fica observando uma criança que vende balas e outra que faz malabarismos com um pedaço de pau, na esperança de conseguir algum trocado. E lembra da sua infância, quando teve que abandonar os estudos para ir trabalhar. Com o olhar triste deseja que aquelas crianças tenham uma vida melhor que a sua. Quando chega no bairro, mal desce do ônibus e da de cara com seu amigo Ceará, que logo o convida para tomar uma. No boteco do Geléia, Raimundo pede duas doses da "marvada", e fica sabendo que os "homi" baixaram por lá de novo, armas em punho , atrás do dono da boca, como não encontraram, pegaram um moleque que estava sem documento. Oito e pouco da noite, enfim, chega em casa, sua mulher ainda não retornou, ele dá uma olhada nas panelas, não tem muita coisa, acha melhor melhor deixar pra ela e pro seu filho. Toma seu banho e liga a televisão no noticiário. As notícias são as mesmas de sempre...Morte na periferia, guerras acontecendo, A gasolina que sobe, sobe também o feijão, arroz, aluguel...Só o sálario que não. Se o sálario aumenta, aumenta a inflação dizem os governantes. Sua mulher chega, conversam um pouco, se falam mais pelo olhar triste, sabem que a cada dia a vida se torna mais dificil. Ela dá comida pro menino e vai assistir novela, o ópio do povo, enquanto ele cansado e com fome vai se deitar, afinal amanhã é um outro dia, quem sabe melhor que hoje.
Escrito por Ed às 11h30 [ ] [ envie esta mensagem ] DIAS DE TROVÃO Sabe aqueles dias em que você quer sair por aí que nem o Michael Douglas no filme Um Dia de Fúria? Sabe quando tudo te irrita, do toque da campainha ao latido do cachorro? Sabe quando tudo o que você quer ver na sua frente é sangue, muito sangue? O fenômeno que transforma esta pacata moça que escreve este texto que agora vocês estão lendo, em uma verdadeira psicopata, atende pelo nome de TPM! Nos, adoráveis mulheres, somos transformadas nestes verdadeiros monstros de saias, graças às alterações hormonais que sofremos todos os meses! Uma verdadeira montanha russa hormonal, que deixa qualquer sistema nervoso! Ao que parece, existe uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas e os neurotransmissores tais como a serotonina, que captam as informações e levam para nosso cérebro e as transformam em sensações de prazer... O nosso mau humor é explicado, pois a nossa amiga serotonina, age diretamente numa região do cérebro chamada sistema límbico. É lá que ele (o cérebro) controla nossas emoções. Sem contar os inúmeros sintomas físicos que temos nesta fase:
O negócio é tão sério, que a maiorias das criminosas, cometeram seus crimes, quando estavam no período pré-menstrual. Portanto homens, tenham cuidado! Nunca, mas nunca mesmo contrariem uma mulher na TPM...Voces não sabem o risco que podem estar correndo DANGER! Escrito por Rita às 20h25 [ ] [ envie esta mensagem ] Existencialismo Gente, muitos aqui sabem que eu tô doente... Semana passada fiquei mal mesmo, e com a morte rondando minha casa, eu fiquei meio preocupado, pensando em coisas da vida, cujos enigmas são um tormento pra mim... Coisas importantes, desafiadoras, intrigantes! É difícil pra mim não saber... ...por que pilotos kamikazes usavam capacete? Poxa, os caras iam bater as botas mesmo, será que eles se preocupavam em como estaria o cabelo deles ao ir bater um papinho com Buda? ...de onde veio a expressão “viajar na maionese”? Eu fico imaginando aqui, um cara vestido como o “Tourist Guy” (Lembram daquele cara das fotos do 11 de setembro?), andando num potão de maionese... Numa cena, tipo aquela do filme “O dia depois de amanhã”, em que mostra, de beeeem longe, eles viajando naquele monte de neve... não ia afundar não? ...se o Pato Donald veste apenas uma blusa, por que enrola uma toalha quando sai do banho? Talvez seja porque as penas molhadas perdem volume, sei lá... aí, acabaria aparecendo o que só a Margarida vê... Mas não pode ser, já li historinhas em que ele e o Tio Patinhas tomam chuva... ...por que o Francisco Cuoco ainda faz papel de pegador? Cara... desde a novela “O Outro”, lá pelos idos de 80 e tralalá, o cara já tava no bico do corvo... não é possível, ele deve ter alguma coisa em contrato... ou alguém tem o rabo preso com ele (ui!) ...pra que existe pernilongo? O miserável é chato, inútil, e ainda é sádico... faz questão de zunir bem nas nossas orelhas, na melhor parte do sono. Não me venha com essa balela de que “eles são bons pro equilíbrio do ecossistema”! O bicho que come o pernilongo que tratasse de fazer uma reeducação alimentar... Quisera eu poder só comer picanha, pô! ...por que apertamos com força o botão do controle remoto, quando a pilha está fraca? Eu também faço isso. Não nego. Isso porquê sou um cara que faz projeto de umas coisas que até a NASA duvidaria... Tosquice minha? Diz pra mim, que além de ser mentiroso, você não faz isso! ...por que o nariz, as orelhas e o pânceps dos homens não param de crescer? Outro dia tava olhando meu irmão mais velho. Putz, o cara era o maior Saturday Night Fever na juventude, e hoje tá parecendo uma mistura do Ratinho com o Lima Duarte. Povo que mexe com o genoma! Vocês já isolaram esse gene aí? Quando eu digo isolar, é isolar mesmo, viu? ...por que, ao invés de trabalhar, eu fico escrevendo essas coisas? Escrito por Estragado às 11h16 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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