BRASIL, Mulher

 

   

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O que é isto?
 
 
Além do Óbvio e Ululante que Pulula Mentes Humanas



EXTRA! EXTRA! EXTRA!

Em edição extraordinária, o Além do Óbvio e Ululante que Pulula  Mentes  Humanas, informa:

Nossa queridissíma Faby, também conhecida como Little Ramona, devido à um ataque de vírus malévolos, que invadiram seu computador e não permitem que a mesma acesse qualquer coisa que precise de senhas, inclusive seu proprio e-mail, além de ter sido vítima de uma garrafa térmica com instintos assassinos, cheia de água quente, cujo fundo se desprendeu provocando queimaduras em suas mãos, está temporariamente impossibilitada de  publicar novos textos e inclusive de comentar os textos de seus colegas.

Tão logo a situação se resolva, Faby voltará!!!

Continuem agora, com nossa programação normal

 



Escrito por Rita às 15h02
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A idade que nunca chega

Lembro quando assistia à Copa de 90. Sim, aquela.

Eu olhava pros caras mais velhos, de 15, 16 anos, e pensava: “Na próxima Copa eu vou estar assim, com namorada, saindo pela rua e comemorando os jogos na caçamba de uma Saveiro”.

Achava que isso era ser adulto.

 

Veio a copa de 94. Que maravilha é ser campeão do mundo!

Finalmente, ia ser gente grande. Independência, chave de casa, dormir na casa de amigos. Mas, quando me vi na tal caçamba, me perguntei: “Será que ser adulto é isso? Ficar pulando alegremente em plena avenida, sem camisa, rosto pintado de verde-amarelo?” Empurrei pra frente a fase adulta, com a barriga. Naquela época ela ainda era sarada.

 

Chegaram os 18 anos. Quase campeões! Maldita convulsão!

Serviço militar, minha primeira doação de sangue, namoro sério. A maioridade. Fosse pego fazendo bobagem, ia ver o sol nascer quadrado.

Mas quando cheguei ali, olhei ao redor e pensei: “Ah, mas está muito tranqüilo”.

Escapei do exército, fazia um monte de coisa sozinho, mas caso eu tivesse uma cárie, mamãe é que pagaria o dentista. Como eu estava ansioso pra ser adulto.

 

Arranjei um emprego. Agora vai!

Comecei a ter um certo sossego financeiro. Ia pra balada forte. Era amigo das barwomans. Eu não era adulto ainda, com certeza. Adultos não fazem amizades com barwomans no final do expediente. Era tão adulto, que ia doar sangue pra poder faltar no trabalho e poder levar meninas em casa, na hora que minha mãe não estivesse.

 

Mais uma Copa ganha pelo Brasil. Pentacampeões! Uau!

Entrei na faculdade. Casei. Tive um filho. Fui morar numa casa só minha. Cursos. Compras de supermercado. Passei a ter dívidas. Uma coleção delas.

O trabalho começou a ficar mais difícil. Pior é olhar pra trás e ver que não tem ninguém na sobra. Se o centroavante adversário passar por mim, já era. Oh, céus!

Mais problemas pra resolver. Leandro, isso, Leandro, aquilo.

 

Não sei se isso aqui é ser adulto, mas, se for, a minha dúvida agora é outra:

Quanto tempo demora pra passar?



Escrito por Estragado às 10h56
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Finding Neverland

Domingo dia 27,  é dia de Oscar e só agora eu tinha me dado conta que não assisti nenhum filme candidato (tudo bem que eu tenho uma queda por filmes toscos, mas pelo amor...) à tão cobiçada estatueta...pensando nisso, fui seca e babando ao cinema para assistir  Menina de Ouro, mas,  quando cheguei lá, a sessão já tinha começado, putz  e agora? O Aviador? Só para depois das 21 horas, ia ficar tarde! Em Busca da Terra do Nunca? É,  pode ser...

Eu vi! Meninos eu vi!!! E digo uma coisa pra vocês: se não viram, corram para ver!!!

Não sou crítica de cinema, vocês sabem muito bem disso, e muita coisa já deve ter sido escrita sobre este filme, sou apenas uma moça que adora um filminho... e que filminho...Filmão!

Vocês querem que eu enumere alguns  (bons) motivos para  assistirem Em Busca da  Terra do Nunca? Pois aí vai:

Jonny Depp – perfeito, lindo, maravilhoso,  no papel de escritor J.M Barrie (desculpe a tietagem, é que sou fã dele, desde os tempos de Anjos da Lei, há quem diga que o cara é esquisito, mas eu tenho uma queda por seres esquisitos...), criador de uma das fábulas infantis mais famosas de todos os tempos, Peter Pan

Kate Winslet– outra que dispensa apresentações, numa interpretação pra lá de divina, como Sylvia, mãe dos meninos, fonte de inspiração para  Barrie  escrever Peter Pan

O garotinho que faz o papel de Peter Dawies - o nome dele eu não sei (preciso descobrir) que dá um banho de interpretação, de uma maneira tocante, simples e direta...

A fábula de Peter Pan - o mito do menino que não queria crescer e da famosa Terra do Nunca, onde as crianças também nunca crescem...

Fora isto tem Dustin Hoffman, Julie Christie, as outras crianças e um belo enredo...

Tudo isto, na minha singela opinião já é motivo o suficiente para assistir Em Busca da Terra do Nunca, mas não pensem que não vão assistir um filme cheio de clichês, porque eles estão lá sim! Algumas cenas foram feitas de propósito para arrancar lagrimas da platéia (ou pelo menos deixar o nariz ardendo, de vontade de chorar...), mas não se detenham a isso, assistam ao filme, sem  esperar muito em troca, pois, sem sombra de dúvida, vocês terão belas surpresas e a certeza de que como é bom ser criança e que crescer às vezes se torna tão chato...

 

Não viu? Vai ver, então!!!



Escrito por Rita às 18h49
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Faixas??

Baseado no texto Engano do Quinho.

-Alô

-Alô, sobre faixas com quem eu falo

-Com ninguém, eu não trabalho com faixas

-Me desculpe foi engano.

Dez minutos depois:

-Alô

-Alô, me diz uma coisa, quanto custa o preço da faixa? É por metro né?

-Sei lá, não trabalho com isso.

-Hmmmm foi mal!

De tarde:

-Alô

-Quem fala?

-Ednei

-Sobre faixas, eu trato com você mesmo?

-Caspita! Já a terceira pessoa que me liga hoje, a respeito de faixas, e eu não tenho nada haver com isso.

-Mas aí não é ****7002?

-É. Esse é o meu número. Aonde você pegou?

-Ah! me passaram.

-Então fala com quem te passou que este número está errado, por favor.

-Pode deixar.

Daí fiquei pensando com meus botões "Será que é alguém me sacaneando? Será uma pegadinha, pra testar a minha paciência? E isso durou, quase uma semana, era todo dia:

-Alô

-Alô, Faixas?

-Não!

-Me desculpe engano.

E eu me enchendo, sem contar que toda vez que tocava o telefone, o pessoal que trabalha comigo, dizia:

-Olha a faixa!!

Até que um dia

-Alô

-Alô, sobre faixas é com você?

-Não senhora, não trabalho com faixas, aliás já me ligaram várias vezes , perguntando sobre faixas, que já estou com raiva de faixas. Aonde a senhora pegou esse número?

-Eu vi numa faixa

-Putz! E aonde estava essa faixa?

-Bom na verdade, quem viu foi minha filha, ela anotou o número e me passou. E ela viu a faixa no Pacaembú.

-Pacaembú? Eu estou em São Bernardo. Era o ****7002 que estava na faixa?

-Na verdade era um outro número, ligando nele, caia na secretária eletrônica, e lá dizia pra ligar no ****7002.

-A senhora poderia me passar esse número?

-Claro sem problemas. Liga lá que tem alguma coisa errada.

-Vou ligar sim.

Número na mão, lá vou eu ligar. Chama uma, duas, três vezes e cai na secretária. A voz era de mulher e o sotaque não deixava dúvidas, era lá de cima.

"No momento não posso atende-lo, deixe seu recado ou ligue para ****6002, obrigada"

****6002?? Será? Penso eu. Resolvo ligar de novo, para tirar a dúvida. E é 6002. Por causa do sotaque parece 7002, mas é 6002.

Ligo no ****6002.

-Alô

(Agora é minha vez de perguntar)

-Faixas é com você?

-É sim, mas não estou na firma, você poderia ligar mais tarde.

-Sabe o que é? É o seguinte, é que você deixou um recado na secretária para ligarem pro ****6002, só que por causa do seu sotaque, da a entender que é ****7002, que é o meu número. E um monte de gente já ligou querendo faixas, sorte sua que não manjo nada, senão teria roubado os seus clientes.

-Rsrsrsrss...Sério? Preciso mudar a gravação então.

-Faz isso eu agradeço

-Pode deixar.

 Se ela fez isso não sei, mas não ligaram mais, quer dizer, ontem ligaram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ed às 15h51
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